Pensar e Olhar - Tudo

29/12/2004

Comentem...

Eu vi q tem várias pessoas vindo no BLOG mas ninguém comenta.. Estou curioso, quero saber a opinião de vcs... deixem dicas, gritem, xinguem, amem, mas falem...

Abraços para todos..

Alex


Escrito por Alprim às 03h26
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Corpo ou Cérebro?

Adoro mulher..Quando digo mulher, é por inteira, isso compreende corpo e cérebro, pois só corpo, não dá! Já tive essa experiência e é daquelas que você não quer repetir, pelo menos para mim! Precisa ter cabeça, conversar e ter idéias próprias. É horrível você falar e a pessoa parecer um espelho de 2ª categoria, pois repete o que você fala concordando com tudo  - mesmo quando você de sacanagem fala coisas sem sentido -, portanto, deve vir acrescida também de personalidade.
Alguns podem dizer que isso não é necessário, que o corpo é tudo, claro se o parceiro também tem traço no encefalograma, não vai querer uma mulher que tenha preenchimento entre as orelhas, seria um despropósito. Quanto ao corpo, vejo assim: super-modelos-lipoaspiradas-siliconadas-clonadas-importadas, não significam mulheres boas na cama e na vida, podem até ser, mas não necessariamente, acredito que a mulher deve se cuidar sim - o 1º templo é o próprio corpo -, mas ser a melhor sendo ela mesma, nada de ilusões e mil truques de mídia, antes de mais nada se amar e ter pé-no-chão, pois homem de verdade gosta da mulher até no defeitos que elas próprias inventam (até hoje não descobri o que é uma celulite, por mais que tentem me ensinar) - Isso não significa queimar sutiã - homem acha mulher de lingerie sensual sim -, nem andar como se tivesse um saco no meio das pernas (homens tem saco, mulheres não!), mulher, para mim, tem que ter postura, charme, graça feminina e o mais importante, saber que é mulher, que tem cromossomos XX e não XY, e que isso não a diminui, apenas a engrandece, pois nós homens todos sabemos que vocês são maravilhosas...rsss... E se um homem que vocês conheçam ache que é um defeito, desculpe-me, mas encomenda a alma do indivíduo, porque já deu morte cerebral!


Escrito por Alprim às 03h21
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26/12/2004

Carros, a paixão pelas máquinas na velocidade do século XX.

Segundos, esse é o tempo em que se mede a aceleração e a força de um carro. RPM – Rotações por Minuto – 60 segundos, o tempo do coração. Imaginar uma paixão para o século 20, seria difícil não citar o automóvel, de toda as máquinas que  transformaram nossa forma de ver o mundo, o transporte automotivo é uma das que mais acrescentou fossem problemas ou soluções as cidades. Mas, independente do lugar ou da época, os carros são uma paixão e geralmente masculina.
A velocidade que acompanha a paixão pelos carros os faz ser uma busca por instantes únicos, a construção de momento de prazer a cada acelerada, um barulho grave que excita e movimenta a adrenalina.
Um carro, podemos comparar como uma mulher – as feministas atirarão seu sutiãs em fogo na minha direção – mas para os que já passaram pelos seus maravilhosos caprichos, suas histórias e seus humores (tanto dos carros, quanto das mulheres), entendem que isso é um elogio. Pois é uma paixão eterna.
Acredito que carros tenham uma natureza maior do que simplesmente sua marca ou sua performance, tem personalidade. Um carro é uma entidade maior do que soma das suas partes. Ele é uma mescla de desejo e força, uma realização prazerosa de velocidade e de momentos únicos.
Pilotar um carro – não dirigir –, é na verdade estar numa torrente de seguidos instantâneos. A cada segundo você vê menos do que está a sua volta, tudo tende a parar, se você está a 40Km/h, você pode ver a cada segundo até cerca de 10 metros, já a 120 Km/h passa pelo seu olho mais de 30 metros de eventos. Portanto, o carro comprime a realidade até o motorista estar preso num único instante, em que tudo acontece ao mesmo tempo. Lembra-se quando se apaixonou a 1ª vez?
Na fotografia o instante fica preso, no carro ele flui até se perder, são direções opostas de vivência, tudo se torna borrado, como se visto por uma velocidade de obturador lenta demais. Para capturar o instante seria necessária uma câmera na qual a velocidade fosse cada vez mais alta, numa evolução inimaginável.
Porém a cada segundo se vai mais rápido, acelerar o próprio tempo em que tudo ocorre, borrando a realidade que percebemos. Não retemos o que acontece ao nosso redor, tornando-se necessário prendê-lo em pequenos instantâneos, de forma a podermos reconstituir a vida como era em sua origem. Dessa forma a foto é o resgate dos momentos decisivos, fruto de uma outra época.
Os carros antigos vão contra a troca contínua do novo, uma necessidade moderna – o ficar, a amizade colorida, entre outras invenções – nos carros colecionados por várias pessoas ao redor do mundo, a história resiste, o tempo passa lentamente e os momentos ficam congelados. Motores, gasolina, roncos alimentam a paixão, preservando da mesma forma que a fotografia, instantes e momentos num caixa gigantesca de eventos decisivos que alimentaram o imaginário e deixam sua marca. Eles respondem suavemente ao toque, deixam sua marca e presença por onde passam e seu perfume é inconfundível.
Por isso nada mais justo do que comparados os carros às maravilhosas e caprichosas mulheres –  para comigo, tenho a certeza de que Deus é homem, caso contrário como poderia ter feito um ser tão perfeito – por isso essa paixão masculina e inconfundível, que pode ser registrada na memória, nas palavras e na vida de cada um até hoje.


Escrito por Alprim às 23h12
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O Momento Decisivo – O instante fotográfico e o instante gastronômico.

A fotografia vista como arte de representação da realidade em instantes únicos, num recorte de realidade e coleção de instantâneos, como que guardando numa caixa vidas e respirações que, num post-mortem, são resgatados em contextos diferentes, já que o instante inicial não será recuperado. É a arte de um único presente.
A gastronomia é definida como o conhecimento de tudo aquilo que alimenta o homem, tendo como objetivo zelar pela conservação do ser humano. Os princípios básicos da gastronomia estão ligados ao sabor, em nutrir o paladar. As receitas, guardadas pelos chef’s, pelas avós, pelas fofoqueiras, são como fotografias, “instantâneos de Bresson”, sabores que nos remetem a instantes da nossa vida, à canja da avó de quando ficamos de cama, ao cheiro de leite quente de manhã cedo, ao bolo de cenoura da casa da tia gorducha. Remetem ao paladar sentimentos, sabores que não se repetem a cada receita – o mesmo prato, a cada nova feitura, muda a consistência, até mesmo o sabor.
A foto é a extensão do olho, a gastronomia a extensão dos sentidos. Na foto, é o contraste da luz; na gastronomia, dos sabores. Na comida, captura-se a vida; alimento é vida, como na fotografia.
Um prato principal encanta aos olhos, mas seu sabor nem sempre é a única lembrança que está presente na mesa. Por vezes, se faz necessário molhos, um ambiente que crie espírito de presença. Da mesma forma que a foto leva a leitura a coordenar cérebro, olho e coração, as tonalidades dos temperos constroem facetas que levam à persistência da cena que marca o gourmand.
Na gastronomia, a escolha errada desanda a sobremesa, azeda o creme, prejudica a mais requintada das comidas – que então vai para o lixo – pois se torna intragável. Da mesma forma, a foto só captura quando já é irremediável o estrago na comida.
As escolhas erradas na fotografia só são percebidas tardiamente pela intuição, assim como o paladar do gourmet, que deveria ter alertado o fotógrafo (cozinheiro) sobre a boa foto.
Os livros de receitas são esboços; sequer chegam perto de ser alimento ou de garantir ao leitor que delas saia algo que ajude no preparo do alimento ou sua amplitude como refeição, pois a intuição, aliada fundamental do bom chef, dá ao olho e à mão a dose de expertise para a realização exata da receita. A gastronomia só se forma porque se resolve ir além do trivial, ousar nos limites do paladar, quebrar o doce com o amargo e o salgado com azedo, criando pacientemente novas formas de destilar sabores.
No banho-maria, retira-se suavemente o sabor, evaporando os voláteis e fixando os sólidos; no assado, tudo se prende numa “casca” rígida, da qual é preciso cortar posteriormente para servir adequadamente. No cozido, as possibilidades são inúmeras, como na foto que, embora no quadrado do papel, se presta a várias leituras, técnicas, matizes, papéis, que quebram a realidade e a lançam no pensamento e no olhar.
Praticar a gastronomia é respeitar o ambiente; o habitat é essencial para se apreciar a comida, respeitar as mudanças de estações, saber que os temperos mudam com as estações; assim como as pessoas mudam e tem de estar ambientadas, o bom gourmet é transparente à sua comida, o que significa que, para experimentar a comida, o gourmand não deve prestar atenção ao cozinheiro. A comida deve ser o foco e ser tão espontânea que sua passagem seja um ato de prazer marcante pela sua transitoriedade, não pela sua complexidade.
Um prato também é um arranjo. Os ingredientes não são jogados sem intenção; há ordem intuitivamente orgânica para fazer o olhar caminhar pelo prato, acender os sentidos e instigar o desejo de possuir o instante para sempre.
Esse desejo é gerado pelo equilíbrio das pequenas diferenças de sabores. Cria-se uma estreita relação de formas que, aliadas à técnica de cozer tudo no seu ponto certo, transporá o paladar àquele lugar oculto de nossas lembranças no qual se realizam os sonhos.
A gastronomia, assim como a fotografia, é uma arte inacabada. Cada receita-foto é um instante do presente, que desaparece quando nos alimentamos dele. E só serve como receita para o próximo instantâneo.


Escrito por Alprim às 23h09
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O Indivíduo Além do Coletivo

Temos atravessado um período conturbado em que a intolerância, o medo e a inveja têm causado tanto sofrimento ao Homem que se torna necessário repensar os motivos que levam o ser humano a trilhar os caminhos que nutrem o seu próprio sofrimento e o do próximo.
Na era de Peixes, vivemos um período em que o coletivismo preponderou, com o indivíduo ficando em segundo plano; ele estava sob o jugo de uma força maior. Essa atitude serviu como uma grande alavanca para proporcionar à humanidade uma ponte que realizasse a reconexão de suas necessidades interiores com as forças divinas.
Nesse sentido, essa visão nos serviu bem nos últimos dois mil anos. Contudo, essa era se desgastou, e o coletivismo tornou-se a via através da qual a intolerância religiosa faz mais vítimas, pois cada um dos grupos cedeu a sua individualidade em prol das guerras que seus líderes travam em nome da “verdade” e de “Deus”.
A visão coletivista teve o seu auge com os pensamentos materialistas e políticos da década de 60, no século XX. O indivíduo, como ser único e possuidor da sua própria liberdade, era visto de forma pejorativa e negativa. Entretanto, na nova era, essa visão está sofrendo uma grande transformação e um revés interessante. O indivíduo voltou ao centro da discussão, e as verdades coletivas, assim como todas as suas grandes instituições, foram colocadas em xeque.
A nova transformação nos paradigmas espirituais implica, necessariamente, numa revisão do individualismo como uma porta para a criação de uma nova era. Essa revisão passa pela percepção da natureza divina interior de cada ser vivo em nosso planeta.
Na era de Aquário, o indivíduo irá se tornar o centro das buscas espirituais. A percepção dos seus infinitos potenciais interiores será a chave para se vencer a intolerância, em seus mais variados níveis. Perceberemos que não precisamos atacar tampouco roubar o que existe no “outro”. Afinal, tudo o que vemos do lado de “lá” também está dentro de nós.
Ao ampliarmos essa visão, também compreenderemos que todos nós, sem exceção, temos um potencial infinito, e que esse potencial nos torna fraternalmente semelhantes. Tudo o que possuímos está presente em toda a humanidade, e aqui se incluem nossas verdades e visões de Deus.
Dessa forma, podemos afirmar que o grande mal do século XX, o individualismo, será a grande ferramenta evolutiva da era de Aquário, pois ela será a chave para acordar a semente divina em cada um de nós.


Escrito por Alprim às 23h00
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17/12/2004

Vivendo a Espiritualidade Diária

O mundo das corporações e empresas é parte de uma nova vivência espiritual que está levando ao nascimento da espiritualidade prática, que por sua vez leva a um crescimento diário e constante, ao contrário da espiritualidade vivida na era anterior.
Nessa nova fase, o abandono do mundo físico e carnal em nada contribuirá para o nascimento da força espiritual verdadeira, apenas tornará o caminho mais longo, em vez de mais curto.
Algumas pessoas podem se perguntar sobre o que acontecerá se as pessoas não quiserem seguir essa nova sintonia. A resposta é muito simples: serão dinossauros num mundo em constante mutação. As empresas estarão cada vez mais abertas a pessoas que estejam seguindo esses caminhos, principalmente porque as inovações tão necessárias nos tempos atuais serão geradas por essa nova massa crítica de guerreiros espirituais.
Claro que, em meio a tudo isso, ainda teremos as forças escuras tentando atingir de novo o ser humano para mantê-lo na ignorância da sua condição divina. Mas os ensinamentos dos mestres estão aí para todos desfrutarem e, mais do que nunca, a força divina se fará presente em cada ser humano na face do planeta, e será realizada a Grande Obra do Grande Arquiteto, e isso será feito no dia-a-dia.
Quando vamos para o trabalho, surge um excelente momento para ativarmos os níveis superiores de consciência por meio da meditação. Na maior parte das vezes, estamos com um pouco de sono e já preocupados com o que vai acontecer ao chegarmos. Essa hora pode fazer toda a diferença do mundo para que tenhamos um dia bom.
Manter a mente limpa por alguns instantes, mesmo no trânsito das grandes cidades, não é difícil. E além do mais, se preocupar com algum problema não o resolve. Podemos chamar isso de primeira atitude espiritual. A segunda e mais importante é não fazer aos outros o que não gostaríamos que fosse feito conosco. Essas duas atitudes levam o ser humano a se sintonizar com energias mais elevadas e a constituir um corpo mental e espiritual mais forte.
A isso se une o fato das empresas estarem se preocupando cada vez mais com as energias envolvidas no meio ambiente empresarial. Muitas estão fazendo uso de técnicas como cromoterapia, radiestesia e, mais recentemente, da ciência chinesa do feng-shui (fong-suei). Tal atitude tem levado à melhoria das energias e elevado a moral e a ética nos locais de trabalho.
Tudo está levando o ser humano a atingir novos níveis de conscientização, mudando até a idéia que se tem com relação ao capital e sua função na sociedade. Hoje, o acúmulo de capital está se tornando um símbolo de algo que deve ficar no passado: o dinheiro deve circular e gerar mais riqueza. As filosofias nascidas nos últimos tempos têm nos ensinado que a prosperidade é uma forma de energia que, para crescer, deve ser compartilhada por todos.
Mesmo o poder já não é mais visto como um fim em si, mas como uma forma de compartilhar interesses. As empresas não querem mais o chefe todo-poderoso, que manda e todos obedecem sem questionar. O que elas buscam são pessoas que possam ser catalisadores de mudanças, que permitam a todos atingirem o máximo de suas potencialidades. Chegou ao fim a era da castração da criatividade.


Escrito por Alprim às 03h42
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15/12/2004

Getúlio Vargas e o Brasil Moderno

A figura histórica de Getúlio Vargas vive entre a polêmica de suas posturas ditatoriais, que eram tão violentas quanto à tirania de um estado totalitário pode gerar e, a revisão de seu governo como responsável pelo choque de modernidade que transformou o Brasil das décadas posteriores, mudando a economia brasileira da política agrário-exportadora d os primeiros anos do século 20 – conhecida como República Velha – para um país industrializado no século 21.
O Brasil tinha uma indústria incipiente, instalada em São Paulo, que mal fornecia o necessário para sustentar a estrutura agro-exportadora. Vargas assume o poder na revolução de 30, tendo como meta industrializar o país, desenvolver um modelo de substituição das importações e criar uma política de intervenção estatal na economia, além de rever e promover a organização dos trabalhadores em sindicatos (que depois teriam total controle estatal), pois segundo o pensamento getulista, tais políticas seriam as bases para a inclusão social.
Sem dúvida era uma ruptura com o sistema anterior. O Brasil enfrentou o crack de 29/30 liderado por Getúlio, que negociou junto aos credores a suspensão do pagamento da dívida, recuperando a economia nacional, e num feito inédito, o Brasil se reergueu do desastre. O PIB brasileiro cresceu a uma taxa média de 7% de 1932 a 1937.
Em 1920 a indústria contava com 100.000 pessoas, em 1940 já eram 273.000 e a contribuição industrial para o PIB sairia dos 10%, indo para 30% em 1955. Mesmo hoje quando se fala da flexibilização da CLT, a figura de Getúlio está presente. O descontentamento da classe trabalhadora era fruto da falta de direitos que hoje são consagrados e que de tão estabelecidos, podem ser discutidos racionalmente entre trabalhadores e patrões, na busca por saídas na geração de novas oportunidades de emprego e redução do Custo-Brasil.
Ao compreender a natureza do momento e processo de transformação que foi implementado, faz alguns políticos sentirem-se tentados a reeditar a escola getulista. Porém os tempos são outros e apenas para exemplificar, quando Getúlio foi exposto ao processo de construção democrática, sua pessoa ruiu. A imprensa livre e um país que ansiava não só por mudanças econômicas, mas políticas e sociais, foi demais para o caudilho, que preferiu entrar para história, terminando com um tiro no coração. Muito embora, sempre alguém tente trazê-lo da tumba, acreditando que os desafios são os mesmos, esquecesse que o próprio Getúlio já fez parte do trabalho.
Os tempos são outros, Getúlio teve o seu momento, foi um líder que mudou o cenário econômico, mas também foi um ditador que dominava o cenário político com uma ação repressora poderosa, tinha um departamento de polícia que controlava jornais, revistas, filmes, determinado o que as pessoas deviam ou não ver, a ética era “a sua ética”, usava o rádio para afirmar suas ações e produziu tanto “esqueletos” como lições para àqueles que lutam até hoje pela liberdade democrática e pelo crescimento econômico em nosso país. Um legado indiscutível à modernidade.


Escrito por Alprim às 15h35
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As Leis Espirituais e as Empresas

A verdadeira essência de uma vida elevada não se encontra no ato de entoar mantras em línguas que você sequer compreende, mas sim na luta diária. A essência da vida está em construir o seu poder espiritual nas dificuldades e na pressão de viver o aqui e agora intensamente; está na capacidade de se fortalecer em meio ao mundo urbano.
Esse trabalho deve permear as instituições e empresas, em todos os lugares, e permitir que seus funcionários sigam seus caminhos pessoais ao exercerem suas funções dentro da empresa.
A atitude predatória que definiu a filosofia do capitalismo na década de 80 foi um grito de desespero de uma visão antiquada e predatória que culminou em sucessivas crises na década de 90.
Hoje, não é incomum vermos pessoas nos mais altos níveis de gerência tomando florais para melhorar a sua psiquê ou usando métodos holísticos para remanejar o pessoal, de maneira a ter uma equipe o mais sintonizada possível com os objetivos da empresa.
Nunca a intuição e a sensibilidade foram tão valorizadas. Hoje, termos como Inteligência Emocional são comuns e integram o jargão de quem quer fazer parte do Departamento de Recursos Humanos, que ultimamente vem sendo muito valorizado e é, para muitos, uma das áreas essenciais nesses novos tempos.
Tudo isso é reflexo das possibilidades geradas pelo avanço das tecnologias da informação. Depois que você se forma numa universidade tem de se manter atualizado, e isso exige uma mente aberta para novas formas de pensamento que somente são possíveis com uma maior espiritualização, pois o racionalismo possui seus limites.
Alguns podem afirmar que esse não é o melhor motivo para se lidar com espiritualidade. Eu digo que, na verdade, Deus é um cara muito esperto e pisou no calo da humanidade para que ela desse o passo certo pelos motivos errados; e afinal, funcionou.


Escrito por Alprim às 15h26
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14/12/2004

O Que É Fundamental (ismo)?

Sempre que vemos nos noticiários homens-bomba, atentados terroristas, reféns nas escolas, nos perguntamos como esses fatos ainda ocorrem. Como as pessoas podem agir de uma forma tão violenta e irracional, sem se dar conta das conseqüências, sem perceber que quanto mais violência, mais violência será gerada, numa escalada que termina em carnificina e justificativas genocidas que os mártires adoram recitar.
Geralmente imaginamos o terrorismo e o fundamentalismo como atributos de extremistas islâmicos. Isso é falso, vendido por uma mídia ignorante das raízes islâmicas que pregam a tolerância e a união. Se não fosse o Islã, não teríamos Platão ou Sócrates, que foram estudados pelos muçulmanos, sendo traduzidos do grego para o árabe ao longo dos séculos. O fundamentalismo cristão queimou os escritos desses pensadores, pois eles eram “infiéis”.
Na história recente, temos fundamentalistas cristãos que matam protestantes para preservar a “palavra de Cristo” (esquecem de “amai-vos uns aos outros”). Para preservar a vida de fetos, fundamentalistas antiaborto, matam a tiros os médicos que os realizam. Temos fundamentalistas ecológicos, que atacam quem “machuca o planeta”; fundamentalistas científicos, que acreditam que o maior mal da humanidade é a religião, e que ela deveria ser exterminada, para que se acabe com os fundamentalismos.
Mas na verdade o fundamentalismo nasce do egoísmo, da sede pelo poder, da ambição e do medo. Num exercício de crueldade e de violência, podemos imaginar a mente de um fundamentalista atuando da seguinte forma:

Quero dar um soco! Isso mesmo! Estou com vontade de acertar a fuça de alguém! Eu vou na casa dele, vou entrar chutando a porta pois eu sei quem não crê, quem não vê como eu vejo; eu sou “O Cara”. Quero acertar quem não acredita nas mesmas coisas em que acredito, e se ainda assim você não concordar... Tudo bem...
– Ah, como eu sei o que fazer...
Vou até uma loja, compro uma barra de ferro e, na marra, enfio na cabeça dilacerada do filho-da-mãe o que eu sei que está certo, pois só eu sei qual é a vontade do povo. Ou melhor ainda; eu sei o que é melhor para todo o mundo, portanto, tenho todo o direito, e ainda mais, o dever, de enfiar isso goela abaixo de quem não quer ver.
E se para isso eu precisar meter a mão ou pegar uma arma de fogo? Eu faço! Pois onde entra uma barra de ferro, com certeza entra uma granada. Afinal, o buraco já está aberto e, se não gostar, eu vou fazer você acreditar no que eu defendo, na marra. Vou tirar seus olhos para que você ouça só o que eu tenho a dizer; vou queimar seu cérebro para você jurar que está do meu lado; vou bater na sua mão para ela pegar só o que eu mandar; e, ainda, você vai me amar, pois sabe que faço tudo isso para o seu bem.
E se os seus filhos não aceitarem o que eu digo, eu pego suas mulheres e faço nelas meus filhos, para que entendam a raiva que sinto por aqueles que não ouvem o "chamado". E como tais filhos nasceram do ódio, já têm todo o jeito para enfiar uma bomba no inimigo.
E, quando eu quiser ser ouvido por todos, eu pego seus filhos e atiro neles, na sua frente; pois não existe choro mais alto do que o choro da criança morrendo, e sua mãe aos prantos, sem poder evitar.
E se, mesmo assim, esse filho vier a se tornar um adulto... bem, aí quero dar um soco na fuça dele! Isso mesmo...

É assim que se cria um fundamentalista, um ser que vive para criar um círculo de violência, ódio e incompreensão, um perpétuo gerador de maldades, de doenças e de tristeza.


Escrito por Alprim às 01h30
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Uma Nova Visão de Negócios

Feche os olhos e pense em um local onde você pudesse exercitar diariamente a sua espiritualidade. Será que você pensou em um mosteiro retirado nas montanhas, ou numa floresta cercada pela vida mais selvagem que puder encontrar?
Seria muito bom se pudéssemos viver em lugares assim, mas a espiritualidade seria algo muito pobre e tolo se apenas pudesse ser encontrada nesses locais em que, sinceramente, a maior parte de nós não têm a menor oportunidade de passar sequer um final de semana, quanto mais ficar o tempo necessário para levar uma vida espiritual.
É no mundo real, no dia-a-dia do trabalho, que a verdadeira espiritualidade nasce e pode ser cultivada, e é aqui que devemos centrar nossa atenção para buscar a essência da vida espiritual e prática.
Seria fácil sermos espirituais em um mundo sem dificuldades nem inveja e, principalmente, longe da convivência com as pessoas chamadas normais, que vivem vidas normais, cheias dos obstáculos dos quais fugimos e que alegamos pertencerem ao mundo carnal, quando na verdade são essas dificuldades as ferramentas que forjam a alma.
Não importa se você vive em função de números e resultados a serem obtidos. Ative a sua intuição, compreenda que tudo na vida é energia, e aceite o fato de que as trocas que realiza no seu dia-a-dia – sejam elas de natureza pessoal, financeira ou energética – é que tornam a sua vida realmente próspera ou não. Dessa forma, você estará entrando na trilha que muitos já percorreram antes: a do guerreiro espiritual. A verdadeira essência de uma vida elevada não se encontra no ato de entoar mantras em línguas que você sequer compreende, mas sim na luta diária para VIVER! (e não sobreviver) 


Escrito por Alprim às 01h16
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13/12/2004

Jornalista e Jornalismo - No olho da notícia

Jornalismo é um recorte. Não adianta dizer que é transcrição de um fato, que é realidade, que transporta o leitor para dentro da notícia, jornalismo é atuação de alguém contado algo para outros, seja no meio escrito, falado ou televisionado.
O bom jornalismo é um jogo de comunicar – fato, notícia, seja o que for – e passar adiante. Capturar a atenção faz parte do jogo. Não adianta dizer que o melhor texto é 100% isento de interesses – que pode resultar num texto tão chato e ambíguo que é ignorado pelo público –, o texto que vai ser lido e comentado é  bem escrito, aquele que soube capturar a atenção e excitou o leitor de tal forma que ele retransmite o que absorveu.
Claro que essa postura pode servir a condutas ideológicas, econômicas, ou ainda, interesses pessoais, mas o grau em que se mede isso varia tanto para quem lê quanto quem escreve, afinal o mundo é cheio de interesses e medir isso é algo improvável.
O bom jornalismo se serve da emoção, de boas palavras, do estilo adequado e da ousadia jornalística. A evolução da escrita e dos meios e mídias contemporâneas exigem objetividade previsão de leitura, não basta ter tudo certo e escrever para um universo de 2 leitores no meio de milhões de pessoas, claro, a menos que esse seja o objetivo, embora neste caso, o foco esteja mais próximo a literatura, do que ao bom jornalismo, pois não esqueçamos que jornalismo é um jogo moderno de comunicar; para as massas.
Escrito por Alprim às 18h39
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09/12/2004

Começando...

Olá a todos,

Nesse espaço eu vou postar textos, idéias e material que já foerma publicados em algumas revistas, na verdade é uma forma de expandir temas que acredito serem amplos e de grnade repercussão nos dias atuais.

Também irei postar textos inéditos e outros que são parte de trabalhos maiores para serem discutidos. Não tenho a pretensão que surjam conclusões, pois é que interessa é a dúvida, o questionamento e abertura de horizontes inusitados e diferentes, ou quem sabe de uma abordagem inédita para os temas que irão ser apresentados.

Abraços

Alex

Escrito por Alprim às 00h38
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