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| 29/06/2005 |
Ainda discutindo a DR...

Depois que publiquei o texto sobre DR – Discutir Relação – muitas pessoas concordaram comigo, contudo, outras ainda a defendem. Eu disse que a DR é um sinal de morte no relacionamento, não de uma morte que vai acontecer, mas que já aconteceu, se a DR nasceu é porque a relação já faleceu – Inês é morta (Conto de Inês Pereira – Lusíadas/Camões).
O que vai acontecer na Discussão da Relação é uma longa agonia, envenenando os canais pelos quais a relação poderia se restabelecer, embora refazer uma relação falida seja uma tarefa extremamente difícil –quase sempre, é melhor terminar como amigos e se respeitando, do que insistir e começar as cobranças que levarão ao ódio.
Para evitar que uma relação precise ser ressuscitada, é necessário começar certo – conversas francas e abertas, sinceridade 100%, sem julgamentos, sem hipocrisia, sem desejar moldar ninguém, aceitar outro com tudo que ele oferece. Relacionamento perfeito só existe nas páginas dos contos (infantis?) das revistas femininas/masculinas – mas essas “atitudes” que citei anteriormente, criam uma sintonia que nos deixa abertos para achar pessoas que ajam e pensem de forma saudável, excluindo as que nos levam a DR.
Uma relação para ter futuro, pode precisar resolver algumas coisas, mas isso, antes de começar a relação. Depois que começou, surge um processo de ajuste, no qual as pessoas buscam entender e aceitar o outro (até certos limites). Um sentido de dever cria espaços a serem preenchidos, necessidades nascem, mas de acordo com o que cada um já traz para a relação.
Algumas pessoas crescem no relacionamento, pois suas qualidades são exigidas, mas também "nascem" defeitos – (defeitos para quem?) –, pois é natural certos aspectos só serem percebidos com a convivência. Mas acredite, já faziam parte do pacote. O erro da DR, é querer ficar só com uma das partes e o interessante: é querer ficar com as qualidade que a pessoa que faz a DR, QUER!
Pouco importa o restante do “pacote”, a DR vem livrar o universo do MAL(?!?).E mais, quem faz a DR quer que surjam as qualidades e que desapareçam os defeitos, traduzindo: Quer “meia-pessoa”.
Porém, o importante é o diálogo, repito em alto e bom som: D-I-Á-L-O-G-O. Esclarecendo: NÃO é discutir. Se você acha que estas palavras são a mesma coisa, está na hora de ler um bom dicionário, pois o que usa está envelhecido, ou pior, com páginas faltando. Ou ainda, é um viciado em DR se justificando.
A palavra "diálogo" origina-se do grego e é composta do prefixo dia (que significa movimento por meio de) e logos (palavra) é quando colocamos um movimento de crescimento e evolução interna, por meio da palavra. Já discutir, vem do latim discutìo, que é “deitar abaixo, quebrar, fender”, portanto quem discute uma relação, quer colocá-la abaixo, destruí-la e quem recorre ao diálogo, quer elevá-la, são posturas opostas, quem discute, NÃO dialoga. Até porque no diálogo, ambos estão abertos e prontos a entender, na discussão estão fechados para se defender.
Para não viver na infelicidade, devemos lutar sim, mas sabendo o que usar numa relação. Diálogo pressupõe que ambos estão sem lutar entre si, mas desejando algo melhor, e ao desejar esse novo sentido as pessoas se expõe, abrindo-se e não se fechando, não se destruindo, construindo na direção da felicidade, sem certos ou errados.
Como eu disse: Ainda fico com a Felicidade!!!
Escrito por Alprim às 02h20
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| 26/06/2005 |
Não discutam a Relação!
Nos últimos BLOG’s, notei vários questionamentos quanto a DR – Discutir Relação. Houve um período em que discuti meus relacionamentos. Às vezes por iniciativa minha – acredito profundamente no diálogo – e outras por iniciativa de quem estava comigo. Mas depois de pensar no que levava uma relação à falência, tive um insight e percebi que DR é o maior erro que uma relação pode cometer. Hoje eu me recuso a entrar em DR, não faço, não entro e mais, não dou chance, principalmente se quero que a relação dê certo.
Não há nada na DR que resulte em algo produtivo. Uma relação sincera e aberta, com diálogo, não precisa ser discutida. DR é destrutivo, é movido pela mágoa, rancor e desejo de vingança. É guardar e contabilizar é piada, não relacionamento.
Na DR, as partes já estão na defensiva, ambos fixaram suas posições e vão atirar contra as “posições inimigas”, chamem isso do que quiserem, é tudo, menos um relacionamento amoroso. Não dá em nada, uma parte se conforma e acha que ganhou, que vai “moldar” a relação para ela atingir o “seu nível” ideal, a outra enganou direitinho e vai fingir por 3 dias. Há mulheres e homens – homem dá outro nome, mas também discute relação, sabe toda àquela conversa de “o problema sou eu” (na verdade é!), então, é DR masculina– que só conseguem viver quando destroem suas relações aos poucos é como uma coceirinha – DR – que só pára quando tira sangue – discute –, você deixa cicatrizar e coça de novo. È um vício, DR nada mais é que um vício. Quem faz vai sempre achar que está certo, mas só quem vive a outra ponta sabe o quanto na verdade DR é sofrimento, dor e confusão. Portanto, você não discute a relação, mas sim Destrói Relação, e a não ser que queria destruir seu relacionamento, siga outro rumo ou manda ver, faça DR agora mesmo. Mas não comigo, EU não faço isso, como disse antes, tive um insight, prefiro a Felicidade
Escrito por Alprim às 18h41
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A Arte da Solidão

Hoje em dia, parece que vivemos a “arte” do desencontro e da solidão – as diferenças entre o que os homens querem e o que as mulheres desejam está criando não só pessoas infelizes, mas cronicamente ilhadas. De um lado a pressão para não ficar só – versão contemporânea da tia (o) encalhada (o) – e da outra um monte de expectativas irrealizáveis, uma vida que só existe nas páginas das revistas femininas (quase angelical) ou masculinas (quase pornô).
Não existe um ser vivo – humano obviamente – que quando perguntando, não diga que quer viver intensamente um grande amor, mas claro, desde que para isso ele/ela se encaixe na lista (desenrolando 3 metros de formulários a serem respondidos) que foi cuidadosamente elaborada ao longo da extensa pesquisa de anos (não contando os namoricos da escolinha) de vivência emocional, caso contrário, lá vai a fuga das 3 caixas de chocolate ou pior ainda, os antigos namorados(as) ainda disponíveis.
Como diz uma amiga minha: “Ninguém merece!” Eu já disse que o amor nasce da sorte – uma união de ousadia com senso de oportunidade – portanto seja revolucionário, preencha sua vida com outras coisas, largue as expectativas e procure alguém de verdade não um personagem para encaixar no lado vazio da sua cama.
Escrito por Alprim às 16h58
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Não queremos caras-metades!

Temos a impressão que a felicidade só existe quando você acha a outra “metade” – desculpem os românticos clássicos de plantão mas prefiro pessoas inteiras, metade, mesmo que na metáfora, –será metade de uma laranja, pois você só vai contar o bagaço de um ser humano – é uma coisa sem graça, é metade das qualidades, dos defeitos e claro; metade do amor.
Se você se apaixona por alguém tem que ser por tudo, pelo que ela é, em todos os aspectos, até no que você acha serem defeitos, pois isso que dá charme à relação – charme significa que você sente um palpitar diferente quando fala que está gostando daquela pessoa, é uma coisa que fica no ar quando as pessoas olham para vocês.
Mas você reclama da teimosia do outro – defeito que você não gostaria de ter ficado na metade que escolheu –, mas será que não é essa teimosia que mantêm o relacionamento? Imagine se todas as vezes que você brigou, – ou fez a famosa DR (Discutir Relação) – não fosse pela insistência (teimosia) da outra pessoa em lutar por você, ainda estariam juntos?
E ainda tem uma questão interessante. Você resolve ficar com uma metade, escolheu a parte que quer e resolve “moldar” para ficar como você “quer”, daí a outra metade, aquela que ficou de fora, encontra alguém que a queira, que a deseja, e mais, que aceita a outra metade que você quer “moldar” sem querer moldar nada. Você que queria uma metade perfeita, fica sem nenhuma das duas.
Pois as pessoas querem metade de uma pessoa, só o que elas acham que é bom e querem mandar o resto embora, erram e mandam o melhor da relação para o lixo. Se quiser só a parte boa e jogar fora a ruim, compre uma revista e brinque de recortes, pois só no mundo da fantasia para achar que vai encontrar uma pessoa assim, que só existe nas páginas dos manuais “feministas/masculinistas”.
A pessoa ideal é uma pessoa real, que não é metade e tampouco recortável. Quando você se desencantar com seu “recorte” poderá colocar a culpa no desencontro dos tempos modernos, na solidão, na falta de sorte e curtir todos os porquês (que cabem dentro de uma caixa de bombom) ou descobrir o óbvio. Não necessariamente somos o tempo todo felizes com a pessoa amada – da mesma forma que não o somos, quando sós. Você poderá encontrar alguém que não seja meio-homem/mulher, meio-feliz, meio-triste e ser feliz com alguém por inteiro, senão só encontrará meias-pessoas que nada poderão trazer de melhor. Afinal, se são metades tão interessantes, porque ficam mancas pela vida?
Escrito por Alprim às 16h47
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Agradecimentos e Esclarecimentos...

Eu escrevo sobre vários temas, como é o tema do BLOG, eu penso e olho a realidade, questiono o mundo à minha volta e elaboro idéias que fazem parte da maneira pela qual enxergo o mundo. E penso sobre os mais diversos temas, de espiritualidade, passando por amor, motivação e liderança, chegando a política e a crítica ao jornalismo (é também auto-crítica afinal sou jornalista).
Então esclarecendo. TUDO que está escrito aqui É o que eu PENSO. É tudo de autoria minha, sem exceções. Optei por tornar esse BLOG uma fonte de expressão pessoal, o que não significa que eu acredite saber tudo, aqui são minhas opiniões acredito nelas e as exponho aqui para fazer parte da vida, pois acredito que o conhecimento só é vivo e transforma - a nós e a ao mundo - quando colocado em movimento. Quando falo do amor é porque estou questionando os valores estabelecidos para ele, é porque acredito em algo diferente e acredito que existem caminhos mais saudáveis para vivê-lo, ao invés das dores e amargores que vejo à minha volta em algumas ocasiões. Pois acredito profundamente na crença de que viemos para esse mundo para sermos felizes em todos os aspectos. Portanto, é uma forma de expressar minha inconformidade - só os mortos em vida são conformados, ou como diria Nieztsche, o GADO - minhas questões e mais, minha visão de mundo, que repito não é A certa e tampouco A errada, é só a minha visão, que inclusive já se alterou várias vezes ao longo da minha vida, pois também, só não muda quem já está morto – mesmo respirando alguns seres humanos estão mortos, se fossilizaram em suas posições e só estão "passando" pelo nosso mundo. Respondendo as questões que surgiram depois do texto sobre "Coisas malucas do amor...":
- Não estou namorando (ainda estou solteiro); - Sou pragmático, o que me coloca numa margem distante do romântico clássico que se ilude com qualquer coisa rosa e brilhante chamando-o erroneamente de amor, se falo sobre amor, é porque acredito no sentimento, mas nele com profunda vivência humana e real, com os pés no chão e com profundo comprometimento com minha filosofia de vida, o que significa uma grande paixão pela vida; - Eu sou apaixonado pela vida, para mim, viver é sensualidade, de sentir a vida intensamente, sem curvas, com linhas retas, de ir fundo e de viver de forma única cada instante. - Acredito no humor como fonte de sabedoria, pessoas sérias, tendem a se esconder na seriedade para não deixar transparecer a fraqueza de suas vidas, ações, idéias e sentimentos, em grande parte, a suposta seriedade é motivada pelo medo, pois se você busca se espelhar no verdadeiros mestres, descob rirá que eles conhecem tanto sobre si e o mundo, que são capazes de rir até de si mesmos.
Agradeço a todos os que lêem meus textos, que os comentam e que tornam esse local um ponto de encontro na Net.
Beijos à todos sem exceção,
Agora continuemos nossa jornada...
Alex Alprim
Escrito por Alprim às 15h30
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| 20/06/2005 |
Coisas malucas do amor...

Você está sozinho. Tudo bem, isso não significa que você esteja só de verdade, aliás se você realmente está só pode ser a chance de realmente encontrar alguém que vale a pena e não ter alguém só para fazer marcação de área, isso é coisa de futebol, não do amor.
Se você espera que o telefone toque e que o amor da sua vida atenda do outro lado, desculpe, mas o seu amor ideal também está esperando você ligar, e assim como você, também não sabe para qual número ligar.
Amor que surge com espaço e hora marcada não é amor, é solidão. Não tem regras no amor, tampouco se sabe como encontrar o grande amor, é sempre de forma inesperada, sem agenda, o que não significa que você não possa dar uma mãozinha para a sorte, afinal sorte, costuma ser oportunidade aliada à boa vontade. O amor chega quando você está na fase que “não quer compromisso sério”, ou pior, quando você está num compromisso “meio sério”, daqueles que você arruma quando acha que ninguém mais no mundo vai querer ficar com você.
E se você imagina, que o amor pode surgir quando você está finalmente se sentindo bem – depois daquela fase de depressão épica em que você se sentia o pior ser humano que já habitou a Terra – e que suas esperanças podem ser alimentadas com fortes doses de otimismo, ficando finalmente de olho naquela pessoa que nem percebe que você existe, bem, pode ser que o amor tenha escolhido fazer o mesmo jogo com você, indo parar do lado, bem do lado, naquela pessoa que você também não percebe.
E se você é daqueles que nas viagens e baladas se sente uma vela de promessa que de tia velha (também solteira!), que enquanto vê todos os seus amigos em casais se beijando e se amassando, tem vontade de pular no 1º buraco sem fundo que encontrar, fique sossegado, todos eles vez por outra passaram pelo que você está passando e como pode ver, sobreviveram e encontraram alguém.
E daí resolve dar uma volta – porque ficar ali sendo à vela você não ia ficar – pode ser a chance de encontrar outra pessoa na mesma condição, que também resolveu dar uma voltinha, ou não.
Nesse caso, não pense no amor, vá ver outras coisas, crianças brincando, cachorros brincando, quem sabe você também resolva brincar com a vida. E dessa forma ao brincar com o universo uma coisa acontece – o amor aparece. Ele vem de onde menos se imagina, é como você procurar a chave de casa na hora de ir viajar, nunca está onde você sempre deixa.
Amor somente surge, quando se relaxa, quando se brinca com a vida, quando não levamos o amor a sério ele aparece. Pode ser na fila do banco, na sala de espera, no supermercado, na livraria, em qualquer lugar e também, em lugar nenhum, pois amor, não é achado, ele te acha. Ah, mas se você encontrar o amor, ou melhor, quando ele te achar, saiba que é preciso uma certa dose de insensatez e coragem, pois, amor e amar não estão na mesma frase.
Amar, é imprevisível, não é para se ouvir sobre amar com data e regras, da mesma como o amor - você pensou -; mas as semelhanças acabam aqui. Mesmo num jantar romântico, o amor – o gostar – pode estar presente, mas amar – o ato de querer o outro – não.
Isso porque não se espera o amar, não devemos ficar na expectativa de ouvir e viver o amar somente nas condições especiais, como nos encontros marcados, ele tem que ser espontâneo, como respirar. Esqueça os clichês pôr-do-sol, passarinhos cantando e violinos de fundo – amar surge depois de um dia estressante, depois que tudo deu errado – ou certo – depois de uma discussão, ele é ardente e inconseqüente - como sexo (com amor).
É quando não espera nada que se ama, se você tem uma caderneta para marcar quantas vezes “ama” alguém, você não está amando, mas fazendo contabilidade, para você isso é só um jogo, para ver quem supostamente ama mais e, pode ter certeza, você perdeu, pois seu resultado é ZERO.
Amar é receber flores quando não está esperando – ou dá-las justamente quando nem se pensava nisso nos últimos 5 minutos, é nesse instante que estamos simplesmente dizendo o quanto ambos são especiais, pois ganha quem dá também, afinal, vai dizer que o sorriso, o beijo e os olhos brilhando, não são um prêmio!?!
Para os que já encontraram o amor, lembrem de valorizá-lo , não é algo que se pode esnobar, que depois de tê-lo, pode deixar de lado, assim como tudo na vida, quem não cuida perde, e lá se vai o amor pela porta, junto com o amar, com as flores, com os sorrisos e a felicidade – assunto que falarei mais tarde – e o ciclo recomeça. E se agora você está cansado de ter a cama todinha para você rolar nela toda, sozinho, e quer alguém, mas não sabe o que arrumar, e num acesso que mistura falta de senso e de oportunidade, resolve arrumar um cachorro, achando que está livre da carência, cuidado – animais também amam!
Escrito por Alprim às 03h20
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| 14/06/2005 |
Batman Begins – Realmente esqueça os filmes anteriores

Vida de jornalista, apesar dos pesares, tem suas facilidades. Não reclamo, na verdade, como cinéfilo, considero isso um dos prazeres “colaterais”. Claro que por vezes, você é convidado para ver alguns filmes que não só, são difíceis de você “naturalmente” ver, como com certeza, preferia não escrever sobre eles, para depois não gastar tempo falando de algo o qual teria de dirigir uma considerável dose de acidez – como a porcaria (olha o ácido escorrendo) da Mulher-Gato – filme homônimo da sensual Selina Kyle – vilã do universo de Batman, mas destruída num película tosca e sem sentido, estrelada por Hale Barry.
Dessa forma, não sei quanto aos outros jornalistas – uma classe complicada que gosta de se esmerar em defender posições “só para contrariar” – mas prefiro usar meu tempo para falar de bons filmes, mesmo que as vezes nem só os que eu goste sejam bons, afinal tem para todos os gostos, apesar dos desgostos de ver filmes como o que citei anteriormente.
Mas pela minha experiência, essa não é a questão em Batman Begins -http://www.br.warnerbros.com/batmanbegins/ – o qual tive a oportunidade de assistir hoje 14/06/2005, numa seção para a imprensa e do qual saí com a certeza de ser realmente o 1º filme do Batman em todos os sentidos.
Unindo os roteiros de 3 grandes marcos da história do homem-morcego – Batman Ano Um (Frank Miller/ David Mazuchelli), Terra de Ninguém (Greg Rucka/Vários) e Cavaleiro das Trevas (Frank Miller/Klaus Jenson); Chris Nolan e David Goya criaram a versão mais verossímil e impactante do herói, permitindo que fãs e leigos não só assistam a um bom filme de ação, mas entendam o que motiva Bruce Wayne a se tornar o cruzado mascarado que detona o crime nas noites de Gotham City.
As cenas de ação criam um clima intenso, com cortes rápidos e acompanhando a ação, que se passa sempre nas sombras, deixam o espectador com receio de tudo que se move na tela. Tudo assusta e cria a sensação o Batman está ali ao seu lado, a trilha sonora não se destaca, pois está a serviço do diretor, ela não tem que vender CD´s, e também, tampouco o filme vende bonecos (como Joel Schumacher reclamou quando perguntado sobre o fracasso de Batman e Robin, o "suposto" 4º filme da franquia).
O que você adquire quando compra os ingressos é um filme de verdade, feito de forma verdadeira. Quando Christian Bale está no alto de um prédio, ele relamente está lá, sem dublês - machucou-se consideravelmente nas filmagens - o ator ganhou 26 Kg para chegar no porte q a sua roupa exigia, aliás, uma roupa criada de forma inteligente, diferente da "armadura rígida" que imoblizou literalmente o personagem nas 4 produções anteriores.
Não existe nada supérfluo na roupa do herói, desde de as garras nos braços até sua capa, possuem explicação plausível, a parafernália de armas e “brinquedos” é toda baseada em tecnologias que ou estão, ou ainda estarão na mente de pesquisadores reais, dessa forma existe uma proximidade entre o fantástico e o real, fugindo do triunvirato – computação gráfica/ arames/ figurantes de Hong Kong - sem cenas belas e fáceis, Batman impressiona, pois o herói se machuca, quebra, sangra e luta, embora lute mais contra seus medos, do que contra os bandidos.
Na história dos personagens de quadrinhos adaptados para as telonas o Batman estabeleceu um novo patamar para os personagens das franquias da DC Comics. Brian Singer, com seu Superman, deverá repensar como estruturar o “escoteiro azul”, que por um triz não se tornou um ícone gay com as fotos do novo uniforme, algo que preocupou os produtores a ponto deles nutrirem boatos sobre novas mudanças na roupa do “azulão”.
Já Avi Arad – produtor da Marvel – não poderá permitir que os X-Men, 1ª franquia de quadrinhos a sair do limbo das produções Z, siga os caminhos que ele traçou nas péssimas produções de Demolidor, Hulk e Elektra.
Batman vale o ingresso, assista e depois venha cá e discorde do que digo, ou, concorde, pois depois da estréia oficial colocarei mais posts, falando de Michael Caine como o mordomo Alfred, Gary Oldman como Gordon, Morgan Freeman como Lucius Fox e Liam Neeson como... Não!.. Esse personagem você terá de assistir, senão perde a graça.
Escrito por Alprim às 18h27
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| 10/06/2005 |
Lula e a Crise

Eu evitei ao longo dos vários textos que coloquei aqui colocar posições políticas, pois raramente a liberdade de expressar idéias e posições é devidamente maturada na cabeça e nos corações das pessoas, pois os ideais políticos sobrevivem às custas de paixões que por sua intrínseca natureza incendiária, não estão aí para serem controladas.
Se aqui, eu defender o governo Lula, surgirão os que mostram suas mazelas, que são muitas. De outro lado muitos o defenderam – justamente – baseados numa visão que acreditam ser a correta para um país melhor e mais justo, que Lula preconizou em seus discursos, a fim de defender o Presidente, alguns irão longe em visões de conluio e conspirações – no caso das acusações (não-comprovadas) de prevaricação. Já os que o odeiam atacaram até um ponto onde a irracionalidade de ambos os lados tornará qualquer resultado do confronto estéril e sem função.
Por isso, sempre me pauto, mesmo em questões de natureza política, pelo pragmatismo. Isso significa, vamos aos fatos e a partir deles vemos os resultados e dos resultados vemos o que é melhor e o que é pior não para mim ou para qualquer um dos lados, mas sim para o país.
O PT bebe de uma fonte conhecida como “esquerda” – aqui entre aspas, pela natureza que o PT adquiriu em sua política econômica, assumidamente capitalista e até, segundo nossos irmãos latinos; imperialista (que até acho uma posição produtiva e interessante, considerando que os meios de esquerda, até o fim do governo FHC, consideravam, imperialista quase tão ofensivo quanto o pior palavrão da língua portuguesa brasileira). E da fonte “esquerda” não podemos esquecer os expurgos dos PC’s, o Stalinismo, a Revolução Cultural Chinesa (Ancinav?), o Marxismo e vários ismos totalitários, que claro tem seus contrapontos na direita – sem os ismos, porém com resultados tão catastróficos quanto –, não é achar qual é o pior e o melhor, mas sim analisar o que os resultados de um e outro governo trazem ao cenário brasileiro.
FHC trouxe estabilidade, o preço é discutível, os meios discutíveis, mas os resultados não. Sua política colocou-nos numa boa rota, não a melhor, mas deu a chance de sabermos que rota seguiríamos, na verdade, a mudança de caminhos foi tão possibilitada que um de seus maiores adversários – Lula – ganhou as eleições democráticas que resultaram numa transferência de governo calma e bem resolvida entre as partes. Contudo, agora está o Presidente frente a um grande problema em relação às denúncias do mensalão, e dos Correios, sem contar todas as outras denúncias que pipocaram nos últimos meses. Alguns acusam a oposição de antecipar as questões eleitorais, porém não devemos esquecer que essa conduta é comum em qualquer país de uma escala democrática saudável, algo que o Brasil já demonstrou ser nas últimas eleições, portanto não querer ter problemas de natureza eleitoral, alimentada por denúncias de corrupção, só ocorre na ditadura – pelo silêncio da força – ou na vigilância constante de um estado preocupado em gerir bem o patrimônio dos cidadãos. Com qual deles ficaremos?
Escrito por Alprim às 02h58
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Lula e as Acusações - Vamos Manter a Calma e a Democracia

Eu fiz parte do processo histórico que produziu o impeachment do ex-presidente Collor. Acompanhei de perto, vi a movimentação da juventude. Na época, junto com meus colegas discutíamos as saídas para o país e, como estudava numa escola pública federal – ETFSP Escola Técnica Federal de São Paulo – considerada um centro de excelência em meio ao caos da educação pública no Brasil, também tínhamos um maior envolvimento nas questões das esferas federais, pois erámos afetados drasticamente pelas ações dos ministérios e do executivo.
O clima era outro. Eu vi as pessoas, aos serem convocadas a saírem de verde-amarelo nas ruas – por um presidente que ainda afirmava que tinha aquilo roxo (sangue coagulado?) – usarem preto, de luto, por um país que se envergonhava da sua classe dirigente. Que via um homem usar de mesquinharias no trato com o Congresso Nacional, e usar de falas inflamadas de populismo barato, abusando de certa dose de improviso, tentar transmitir algo que ele não podia passar, pois os governantes esquecem seu poder é outorgado pelo povo, não só no voto, mas pela crença nesse eleito.
Diferente do governo Lula – não o defendo, pois discordo dele em vários aspectos – que segue uma linha democrática legítima, portanto, inocente até prova em contrário, um governo no qual muitos ainda acreditam e no qual grande parte da população ainda crê. Dessa forma são mundos diferentes.
Porém, se houve prevaricação - soube do erro e se omitiu da denúncia --, sabemos que o brasileiro, tem capacidade de lidar com o elemento democrático do impeachment, porém devemos, mesmo os que concordam, os que desconfiam, os que não gostam e os que gostam de respeitar a res-pública e aguardar os acontecimentos. Para os que imaginam que a CPI não vai levar a anda, vale lembrar que foi com a CPI que Collor caiu, portanto não é acharmos que a política é pura e cândida, pois Churchill já dizia que não se deve saber como a política e as lingüiças são feitas, pois ambas são nojentas, mas assim como não existe feijoada sem lingüiça (adoro!), não existe país e democracia sem políticos. Um mal necessário... Não! Pois eliminá-los é produzir o maior mal de todos, as ditaduras, que na história do homem representam a mais covarde das opções, afinal é a opção dos fracos e dos ridículos, daqueles que temem a responsabilidade do erro e do acerto da democracia, afinal, sendo sincero, cada povo tem o governante que precisam, ou será que sem um Collor eu e você acreditaríamos em se falar de impeachment de um presidente eleito?
Escrito por Alprim às 02h45
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Eu acredito na junção de idéias com imagem. A comunicação contemporânea e mesmo a antiga se faz por meio de simbolismo, iamgens e metáforas, não creio que existe um setor que cresceu tanto de importância quanto a imagem no processo de transmissão de idéias.
Portanto, peço que visitem meu FOTOBLOG:http://aalprim.fotoblog.uol.com.br e vejma lá como o uso do unverso digital recria a realidade e a transpõe me metáforas e idéias.
Abraços
Alex Alprim
Escrito por Alprim às 01h50
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| 08/06/2005 |
Comentem!!!
Você está passando por aqui, leu o q eu escrevi, concorda ou não.. discordar faz parte... Mas por favor..Comente!!! Isso mesmo fale sua opinião, por que é importante não necessariamente concordar o discordar, mas sim falar, colocar idéias e comentários, pois dessa forma ambos crescemos e pensamos mais sobre o mundo.
Abraços
Alex
Escrito por Alprim às 02h20
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Sinceridade e relacionamentos

Há algum tempo venho pensando no que é mais importante numa relação, claro que comprometimento, compreensão e amor, são importantes, na verdade imprescindíveis, mas sem sinceridade isso tudo que citei vira ódio, mentiras e canalhice.
Alguns pensam que não se pode contar tudo, que sempre tem que de restar algo que seja só nosso, concordo e assino embaixo, o que não é dar carta branca para mentir. Creio que todos temos o direito de ter vida privada – em alguns casos podemos abrir mão em nome do quanto gostamos de alguém, mas apenas por opção e não por obrigação –, e nem que seja em pensamento podemos possuir nossos momentos de pura visão pessoal e solitária, porém isso não é licença para mentir, ocultar e manipular a outra ponta da relação.
Na Internet, as pessoas acreditam que se pode mentir mais, eu defendo que se pode mentir tanto quanto na vida real, pois nenhuma das mentiras da Net sobrevive a uma análise acurada, quer saber se fulano(a) está mentindo, simples, coloca o nome dele(a) no Google – www.google.com – vai aparecer mais coisa do que você imagina. O mesmo que se você na balada começar a perguntar para as pessoas quem é aquela pessoa que está afim de você.
Portanto, se você pensa; “Sou sincera(o) mas me sacaneiam”, acredite, a mentira cai ou se mantêm dependendo de quanto você é desconfiado – na vida real ou na rede – e na vida sentimental, confiar sem conhecimento ou amizade é quase uma garantia de descobrir fatos desagradáveis posteriormente. Em uma relação, começar com mentira é começar do jeito errado, até pode dar certo depois, mas não dá para negar, começou do jeito errado.
Eu acredito que se é para iniciar algo errado, melhor parar e fazer certo desde o começo, não por que você DEVE fazer certo – nada disso – pensemos da seguinte forma: Se vai investir em uma relação – e relacionamento envolve energia, tempo e dedicação (sem dedicação,também é melhor nem começar) – faça para dar certo, ou você vai fazer tudo de qualquer jeito, para ficar uma “relação qualquer jeito” e depois de um tempo ficar cansada(o) e querer algo certo – num era melhor já te feito algo de bom desde o princípio. E não é para pensar que fazendo tudo isso já vai casar e ter filhos – até pode – mas é para você tirar algo de bom da relação, crescer, amadurecer e ser uma pessoa melhor e se abrir para encontrar pessoas certas – meio caminho para ser feliz. E pense bem, tudo isso começa com uma simples atitude: sinceridade (que atrai mais sinceridade).
Escrito por Alprim às 02h11
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| 05/06/2005 |
Chefe e o líder, o que é um e o que é outro – Parte 3

Por uma questão de espaço eu tive q fazer um 3º post, mas vamos lá:
-Chefes ameaçam, para eles importa a raiva o medo e ódio. Os líderes lidam com mentes e coração – união, conquista e determinação, são suas ferramentas.
Um chefe sabe ameaçar, tirar salários, demitir, mudar tudo para atrapalhar, esquecer de pagar os direitos de cada um, mudar os cargos e as atribuições de forma a explorar o máximo sem retorno para o empregado, ele só se mexe quando a lei chega perto o suficiente para ele se sentir ameaçado, nesse caso posa como bem-feitor e dá o que já seria de direito para todos como se fosse uma benfeitoria e cria um círculo de mentiras e terror, sempre ameaçando e alegando que TUDO está mal por isso ele coitadinho tem que agir assim.
Já os líderes atuam de forma a conseguir conquistar as mentes e os corações, seus companheiros, vêem ele se esforçar, dar duro, quebrar barreiras, compartilhar histórias, apoiar as pessoas, mudar de rumo quando necessário e unir todos em prol dos objetivos, e se as coisas estão realmente ruins mostra na própria carne que vai fazer sacrifícios e não exigirá dos outros, mais do que exige de si mesmo.
Claro que o tema da liderança é mais longo do que esse, mas aqui temos uma pequena amostra dos caminhos que podem motivar as pessoas, do que são líderes e de como evitar os chefes quando possível.
Escrito por Alprim às 18h22
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Chefe e o líder, o que é um e o que é outro – Parte 2

Continuando
o posta anterior, vamos analisar mais algumas questões q diferenciam os chefes
dos líderes
-Quando
dá certo o chefe diz: “Eu fiz!”; Um líder: “Nós
fizemos!”
Um chefe
é egoísta por natureza, e também um covarde, pois não tem coragem de mostrar
todas as pessoas que contribuíram para ele estar ali na frente de uma conquista,
um chefe não tem idéia do que é, trabalhar em equipe, até porque, ele não tem
equipe, só gente que trabalha para ele.
O líder
tem consciência que sozinho nada teria feito, que cada um é importante e que sem
as pessoas a sua volta nada poderá ser feito bem feito e muitas vezes sem a
equipe, tampouco será feito. Portanto, o líder lembra o tempo todo, as pessoas
envolvidas no projeto, o quanto isso é verdade. E na hora da vitória ele se
celebra a conquista com todos.
- Um
líder exige responsabilidade individual e compartilhamento de resultados, um
chefe dá responsabilidades e compartilha as broncas.
Mesmo que um
líder saiba que é importante delegar, ele também sabe que se não exigir
comprometimento, alguns indivíduos e acomodam, não fazem seu trabalho, podem
trazer vícios dos chefes com quem trabalharam e num ambiente livre, agirem de
forma indolente. Para evitar isso o líder deve deixar claro que os objetivos e
metas são importantes e que cada indivíduo deverá fazer parte das soluções, pois
caso se tornem problemas, entraram no processo de eliminação, podendo em última
instância serem retirados da equipe, mas também deixa claro que todos são parte
do resultado final, bom ou ruim, como explicado anteriormente.
Porém
quando se é chefe, não importam as pessoas, importa quem manda e nesse caso é o
chefe ele põe ordem e MANDA para cada um o que ele QUER que seja feito, e
quando algo não sai como deveria, partir pra cima dos subordinados, sem querer
saber de quem foi a culpa, generalizando e atacando. E depois se acalma só
quando já descobriu em quem botar a culpa, como explicado no item anterior,
pouco importando se isso é bom para a empresa ou não, importante é provocar o
terror e detonar as expectativas de todos os seus
“SUB”ordinados.
- O
chefe ignora análises do mercado e dos produtos, o líder não vive sem
isso
Um líder
se cerca de todas as ferramentas possíveis de análise de mercado, de constatação
de resultados, ele busca mesmo nas situações aparentemente sem sentido a
respostas as suas perguntas, possui uma mente aberta e inquisidora, não se deixa
levar pelos modismos, mas fica atento a todos eles, enxergando onde vender seus
produtos e, o melhor, o que vender de novo ali!
Já o
chefe, de acordo com sua natureza, repete velhas formas, adquiridas com sua
“experiência”, temas de 20, 30, 50 anos de idade são usados para justificar
ações contemporâneas. Ela não usa sua experiência para ir atrás de conceitos e
novas frentes de conquista de mercado, mas sim atrás de ideais e métodos
repetitivos e seguros, que lhe deixem numa posição confortável. Além disso é
enorme o uso que faz das palavras – Nunca/Isso não tem importância/Não
precisamos disso/ Para quê? – entre outras, que apenas mostram uma forma de
desqualificar qualquer mudança.
-
Para um chefe os empregados quando fazem algo excepcional, não fazem mais do que
a obrigação, para um líder elas são excepcionais em todos os instantes e ele
deixa claro isso.
Um chefe
enxerga o empregado como objeto e se num dia qualquer ele faz algo de
excepcional, não fez mais do que obrigação, afinal ele é pago para isso. Nesse
caso um empregado geralmente não faz algo excepcional, mais do que uma ou duas
vezes, enquanto este indivíduo tiver um chefe, dessa forma, a empresa
perde profissionais excepcionais pela inapetência de um único individuo. E deixa
de ter lucros maiores ao não ter pessoas motivadas criando o tempo todo produtos
excepcionais, que é o que aconteceria caso houvesse um líder no lugar do
chefe.
Isso
porque um líder deixa claro que todos são importantes e a cada conquista que
fuja do comum ele elogia, estimula e cria novas metas, o excepcional de uma
ocasião se torna à meta do mês seguinte e assim você cria uma cultura de
inovação e crescimento, na qual todos ganham e também seguindo esse rumo
prende-se os melhores indivíduos numa malha de estímulo que eleva o valor comum
da empresa. E mesmo os indivíduos que são medianos se sentem motivados a mudar
ou caso contrário a buscar colocações nas quais possam se destacar.
Escrito por Alprim às 18h12
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Chefe e o líder, o que é um e o que é outro – Parte 1

Se existe algo que sempre surge em qualquer conversa numa empresa são as discussões quanto à capacidade de liderança dos chefes. Deve ficar claro que chefe e líder são condições excludentes. Pois ser chefe significa apenas uma forma ganhar, usar e glorificar o poder, enquanto o líder não ganha a posição, ela é sua naturalmente, e ainda ela não a glorifica pois não precisa disso. Mas vamos analisar o que diferencia um chefe de um líder em dois posts.
- Chefe manda, Líder delega:
Os líderes delegam, isso mesmo, eles não mandam, um líder avalia as pessoas e dá, a cada um, o direcionamento e a capacidade de realizar suas tarefas, ele tem a sensibilidade de perceber quando ela é excessiva e a subdivide para atingir as metas, que é o mais importante, porém ele também sabe quando uma pessoa prejudica a equipe e não receia de se livrar do problema.
Já o chefe sabe que tem poder, que se mandar um empregado fazer algo ele o fará, não porque acredita no que o chefe está pedindo – diferente do líder – mas porque sabe que se não fizer estará com sérios problemas, pois chefe não perdoa, mata; portanto o empregado faz sua tarefa, de forma a se livrar logo da “batata quente”, afim de não correr o risco de ficar na linha de tiro, contudo àqueles que geralmente não trabalham em equipe e que prejudicam o todo, são mantidos na linha de frente dos chefes, pois ele os usa como força desestabilizadora na manutenção do seu poder.
-Líder se preocupa com metas, já o chefe com os horários.
Um líder sabe que cada ser humano possui um ritmo diferente e próprio, único e que nem sempre estará de acordo com o “relógio” clássico das empresas (entre as 8:00, saia às 18:00), o que importa ao líder é se o empregado cumpre as metas, se ele atinge os objetivos da empresa, se os clientes forma visitados e se tudo que foi contratado está dentro dos prazos.
Porém o chefe se prende aos horários, pela simples razão que ele próprio é incompetente quanto as metas propostas, assim ele pode justificar sua inapetência relatando aos seus superiores que todos “trabalharam” direito, mas que “infelizmente” não deu. E claro, como o chefe não enxerga em longo prazo – caso contrário ele seria um líder – só lhe resta procurar nas pequenas situações da vida empresarial, situações para manter seu poder e, com os horários, ele pode estabelecer uma ligeira linha de terror e de estresse, criando a falsa sensação de controle que só satisfaz ao seu ego e não aos objetivos da empresa.
-Quando algo dá errado o chefe quer saber de quem é a culpa, o líder quer saber o que deu errado.
Existe um ditado que fala que se depois de um grave problema você está rindo é porque descobriu em quem colocar a culpa. Esse é o típico argumento do chefe. Eles adoram “fígados”, “estômagos”, “cabeças” – uma dieta bem carnívora – mas indigesta. Para um chefe é mais importante sacrificar as pessoas do que descobrir os erros, pois assim ele pode mostrar os troféus de “carrasco”, de “tirano” e ser temido, sendo dessa forma “respeitado”. Um erro grosseiro afinal sabe-se que uma dieta dessas leva a sérios problemas de saúde no “coração” empresarial.
Por isso um líder deseja saber o que deu errado e mais ainda o porque deu errado daquela forma e não mede esforços para mudar isso, pois ele também sabe que no erro ele também tem responsabilidade, aliás a maior responsabilidade é dele próprio que deveria ter evitado o erro e não conseguiu.
Escrito por Alprim às 18h08
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